Não consigo pensar naquela cena sem sentir enjôo, pois a minha frente estavam espalhados membros decepados, pequenos demais para pertencerem a adultos. O sangue tomava conta do lugar, chegando até meus tornozelos. Assim que abri a porta ele vazou, tingindo a rua de vermelho. Então, vindo pela corrente de sangue, avistei algo que me deixou ainda mais perturbado: um ás de espadas com uma única mancha de sangue cortando o símbolo do naipe.
Eu menti quando disse que não haviam pistas na cena do crime que Dog me passou. Havia uma sim, um ás de espadas, exatamente igual aquele que corria pela correnteza a minha frente. Peguei-o para analisar mais tarde. Quando o sangue terminou de escoar, liguei minha lanterna, respirei fundo e adentrei o galpão.
Lá dentro, depois dos membros decepados de crianças, vi a cena que me daria pesadelos pelo resto de meus dias e que era o espetáculo macabro a que me referi antes: várias crianças mortas, algumas sem braços, outras sem pernas, outras sem cabeça, outras inteiras. Suas expressões eram de dor e horror. Estavam subnutridas e pareciam ter sido torturadas, vi uma menina que tivera as unhas arrancadas e senti um arrepio na espinha. O mais macabro na cena é que todos os corpos estavam dispostos em uma posição que formava um pentagrama.
Qualquer pessoa sensata teria gritado até vir ajuda, chamado a policia ou qualquer coisa assim. Mas eu não sou sensato, por isso fiz o que ninguém com bom senso faria: voltei para o Eden esquecer essa cena com conhaque. Antes de sair do galpão, olhei para trás pois podia jurar que ouvira alguém vomitar. Vi o que pareciam manchas de vômito, mas que desapareceram de repente. Ignorei isso e voltei para o bar.
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Naquela noite, tive um pesadelo tão real que lembro até hoje: estava em um lugar inteiramente branco e a minha frente estava um homem loiro, com cavanhaque e os cabelos presos em um rabo de cavalo. Vestia uma jaqueta de couro de aviador e uma calça jeans e estava bastante machucado, sangue pingava da sua boca, seu braço estava enfaixado em uma gaze com uma grande mancha vermelha no centro e suas jaqueta e calça estavam rasgadas em diversos pontos, mostrando vários arranhões e escoriações e estavam muito sujas.
— Tom! — Falei, antes que conseguisse me conter. Por algum motivo, eu sabia que seu nome era Thomas Blackwood e ele era meu irmão, mesmo nunca tendo o visto.
Ele finalmente me olhou e seus olhos estavam completamente brancos.
— Matt… Você não cumpriu… Sua promessa… — Ele disse, gaguejando, antes de desaparecer. No lugar dele, surgiu um vórtice negro que começou a me puxar. Tentei fugir, mas pouco a pouco fui vencido e absorvido pelo buraco negro e finalmente acordei com um pulo. Alice acordou também, assustada.
— Tudo bem, Matt? — Perguntou.
— Tudo… Foi só um pesadelo, volte a dormir. Ela concordou a cabeça e se virou na cama, eu olhei para o relógio e vi que ainda eram três da manhã. Tentei voltar a dormir, mas não consegui e me levantei ainda mais cedo que o de costume para preparar o café. Era a terceira noite seguida em que eu não conseguia dormir direito.
Quando estava tudo pronto, ouvi uma voz sonolenta atrás de mim.
— Nossa Matt, caiu da cama de novo? — Disse Anne, minha irmã. Ela tinha quinze anos, cabelos castanhos que vão até o meio das costas e olhos muito verdes. Minha mãe mandou ela para morar comigo faz uns dois anos, acho que para dar uma oportunidade de estudo melhor pra ela aqui em Londres.
Me virei pra ela.
— Ao que parece. — Respondi, cansado, desabando na cadeira na frente da mesa.
— Nossa, você está com uma cara horrível, posso ajudar?
— A ajuda que ele precisa você não pode dar, Anne. — Disse Alice, entrando na cozinha e sorrindo para mim. Ela era ruiva, tinha olhos verdes (É impressionante a quantidade de gente com olhos verdes nessa cidade, parece que só eu tenho olhos castanhos!) e o corpo curvilineo escondido por uma camisola.
— Eww, isso é nojento! — Reclamou Anne, virando a cara.
Servi o café e começamos a comer.
— Matt, nós temos algum irmão chamado Thomas? — Perguntou Anne, olhando nos meus olhos.
Eu me engasguei com o café e Alice começou a chorar do nada, Anne murmurou um pedido de desculpas e voltou a comer o cereal sem olhar de novo pra mim. Tentei consolar Alice, mas ela disse que estava bem e não sabia o porque de ter rompido em lágrimas de repente, mas continuou murmurando “Oh, pobre Tom” por um tempo.
— Não que eu saiba, mas por que você perguntou? — Perguntei, depois de Alice ter se recuperado (Água com açucar faz milagres.).
— É que eu sonhei com alguém chamado Tom Blackwood. Eu não lembro direito do sonho mas ele estava ferido, era loiro e dizia algo como “Não morri ainda, lembre Matt da promessa” — Disse ela, timidamente, com medo de provocar outra crise de choro em Alice ou um enfarto em mim. Senti meu coração parar de bater por alguns segundos e devo ter ficado pálido, pois ela murmurou outro pedido de desculpas e voltou a comer o cereal com atenção redobrada.
Eu e Anne sonhamos com alguém com o apelido de “Tom”, loiro, ferido e usando roupas rasgadas e que falava algo sobre uma promessa. E quando o nome dele foi citado, Alice começou a chorar repentinamente. Havia algo de errado aí e eu ia chegar ao fundo disso, pensei com meus botões.
Cheguei na porta do escritório onde lia-se “Matthew Blackwood e James “Dog” Tragfate. Detetives particulares” e a abri. Lá dentro haviam duas mesas de carvalho bom e duas cadeiras estofadas. Papeis estavam arrumados em cima delas e dentro de gavetas nos três arquivadores de metal que ocupavam as paredes. Uma persiana cobria uma grande janela que dava para a rua. Sentado em uma das cadeiras, com os pés apoiados na mesa, estava Dog. Ele ergueu os olhos para mim e me comprimentou.
— Hey, Matt, você precisa ver isso. — Disse ele, jogando o jornal para mim enquanto eu me sentava. Peguei o jornal e comecei a ler. Na capa, nada demais. A noticia de destaque era a de que um psicopata piromaníaco incendiara uma escola, que um justiceiro sem nome matara uma “famiglia” inteira que pretendia trazer a máfia para Londres e coisas assim.
— Não tem nada demais, James.
— Olhe no rodapé, seu imbecil! — Respondi mandando ele ir à puta que o pariu, mas olhei as notas de rodapé mesmo assim. E o que eu vi lá me surpreendeu: o jornal, em uma nota espantosamente curta, dizia que várias crianças foram encontradas mutiladas em um galpão perto do Eden. Senti um arrepio ao lembrar da cena.
— E aí, como estava a situação lá? — Perguntou Dog, assim que joguei o jornal pro lado.
— Como tem tanta certeza que eu estava no local?
— Tsc, você atrai esse tipo de coisa, Matt.
Pensei bem e era verdade. Resolvi que não havia por que esconder e contei sobre a situação. Quando terminei de contar, Dog parecia bastante incomodado. Mas sua expressão de incômodo foi logo substituída pela sua de detetive objetivo, frio, calculista e clichê.
— Havia alguma pista lá?
— Só essa. — Disse e joguei pra ele a carta que encontrei. O sangue já secara, mas por algum motivo não manchou minhas roupas.
— Ah, não é possível! Esse filho da puta está zoando com a nossa cara, eu sinto isso! — Gritou, furioso, jogando a carta no chão.
— Você é muito paranóico, Dog. — Falei, sem dar atenção a esse surto de raiva dele. Já estava acostumado.
— Talvez, Matt, talvez. Mas meus instintos nunca me falharam antes e não acho que vão falhar agora. Se, ou melhor, quando eu pegar esse filho da puta, eu vou ensiná-lo algo sobre tortura.
— Sabe, Dog, às vezes, só às vezes, eu acho que eu sou o cara inteligente, frio e calculista da dupla e você é o pavio curto briguento e burro.
— Mas que eu sou o mais lindo de nós dois, disso ninguém tem dúvidas. — Respondeu ele, sorrindo.
—-
Lefou deixou o diário de lado e pegou o isqueiro, acendendo-o e dirigindo a chama à página amarelada. Assim que a chama branca tocou a página, glifos dourados começaram a aparecer. Eram escritos de um jeito que lembrava vagamente Lefou de alguma cultura, mas ele não saberia dizer qual. Ficou perplexo com isso, até que o toque do celular o despertou. Assim que atendeu, ouviu a voz de Mark e a solução para esse enigma surgiu ao horizonte.
— E aí cara, beleza?
— Beleza, e você?
— Também. Só liguei para desejar um feliz aniversário e perguntar se vai fazer alguma coisa pra comemorar, tipo ir pra um clube de strippers.
Lefou riu
— Não pretendo fazer nada. Mas já que ligou, tem como quebrar um galho pra mim? Estou com algo aqui que acho que você vai gostar e preciso que dê uma analisada.
— Bom, geralmente eu não faço favores de graça, mas como é seu aniversário e eu esqueci de comprar um presente, posso fazer isso, só trazer esse algo aqui.
— Valeu! Já “tou” chegando aí, abraço. — Desligou a ligação.
Pegou o diário, a lanterna, as chaves e o colar e saiu de casa.
Meia hora depois, chegou ao apartamento de Mark. Bateu e esperou alguns segundos até ser recepcionado pelo próprio. Mark não era um exemplar de beleza física: era baixo, um pouco gordo (Não obeso, apenas gordo), usava óculos escuros, mesmo de noite, que escondiam seus olhos pretos, tinha cabelo também preto cacheado que caía pelas suas costas e estava usando uma camiseta do Metallica e uma calça de moletom preta.
O apartamento de Mark era grande, decorado ao estilo vitoriano. As únicas coisas que o lembravam que não estava no século XVIII eram a quantidade abusiva de video games, a imensa televisão de quarenta e duas polegadas, os banheiros, o microondas e a geladeira na cozinha e os três laptops no quarto de Mark. Esse último local também tinha várias revistas em quadrinhos, CDs e DVDs, bustos e action figures de personagens de quadrinhos, mangás e jogos e um computador comum.
Assim que sentou num dos sofás na sala, Mark jogou um embrulho para ele.
— Você disse que não tinha comprado um presente, seu puto! — Reclamou, embora com um sorriso, Lefou.
— É, eu menti. Big deal. Abre essa droga logo e me mostra o que você quer mostrar.
Abriu o presente e encontrou um iPhone. Agradeceu Mark e como são bons amigos, abraçou-o. Mark o repeliu com um soco e mandou que ele parasse de viadice e mostrasse logo o que tinha pra mostrar.
Lefou mostrou o diário à Mark.
— É um diário.
— Sério? No shit, Sherlock! Eu não trouxe a lanterna só pra carregar peso. Use-a, retardado.
— Que lanterna? Só “tou” vendo um isqueiro.
— Porra, tu é lerdo pra cacete, hein? Dá essa droga aqui. — Disse Lefou, pegando o diário de Mark. Acendeu a lanterna/isqueiro e encostou a chama branca na página. — E agora?
Mark analisou o livro com uma cara de ceticismo.
— Caralho, mano! De onde surgiu essa porra? — Gritou quando viu os glifos.
— Sei lá. Só quero que você traduza.
— Ah. Eu realmente achei que você tinha um jogo novo ou sei lá, voucher de puteiro.
— Nah, você não consegue comer ninguém nem num puteiro. — Disse Lefou, balançando negativamente a cabeça.
Mark o ignorou e começou a analisar os glifos.
— Espera aí… Isso não faz sentido nenhum! Os caracteres são egipcíos, mas o estilo de escrita é um inca arcaico… Será olmeca? E, porra, isso é um kanji? Além disso, pelo que eu conheço das linguagens, isso não faz sentido nem em egipcio, nem em inca, olmeca ou japonês. Acho que precisamos chamar o Carlos pra ver isso. — Disse Mark, depois de pegar alguns livros numa prateleira e comparar a escrita com a do diário.
— Ué, não era você o gênio da equipe? — Perguntou Lefou, fingindo inocência mas com um sorriso sarcástico nos lábios.
— Eu sou um gênio, por isso identifiquei as línguas tão rápido. Mas sou um gênio de linguagens e acho que essa mensagem está criptografada. Essa área é do Carlos.
—Certo, chama ele então.
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Alguns minutos depois, Carlos chegou no apartamento. Era um brasileiro moreno, de cabelo cortado em estilo militar e olhos pretos. Usava uma camiseta polo preta e uma calça militar com muitos bolsos presa com um cinto de oficial. Cumprimentou os dois e perguntou o que estava havendo. Mark mostrou a ele o diário.
— É um diário, e daí? — Perguntou Carlos.
— E daí isso. — Respondeu Mark, pegando o isqueiro da mão de Lefou e acendendo. Carlos levantou as sobrancelhas quando viu a chama branca. Mark tocou o papel com a chama e os já conhecidos glifos apareceram.
Assim que Carlos viu os glifos, gritou de surpresa, arrancou o diário das mãos de Mark e só não o jogou pela janela pois Lefou o impediu. Todo o tempo, gritava algo como “Chuta que é macumba”.
Depois que Carlos se acalmou, explicaram a situação para ele.
— Já tentaram traduzir tudo pra, sei lá, enoque?
— Por que uma mensagem no diário do avô do Matt estaria em enoque? — Respondeu Mark.
— Sei lá. Por que uma mensagem em uma mistura de egipcio, olmeca e japonês que só pode ser vista depois de tacar fogo na página com um isqueiro mágico estaria escrita no diário do vô do Matt?
— Você tem um ponto. Vou ali tentar traduzir isso e já volto. Sintam-se em casa, mas por favor não quebrem ou sujem nada.
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Enquanto Mark traduzia os textos para todas as línguas que conhecia, Lefou e Carlos ficaram jogando video-game.
Uma hora depois, Mark estava de volta. Os dois pausaram o jogo e foram ouvir os resultados.
— Carlos, seu puto, o que tu sabia sobre essa merda? — Perguntou, furioso, Mark.
— Nada, sério. Enoque foi a primeira coisa que me veio à mente e eu estava sendo sarcástico! — Respondeu Carlos, balançando as mãos.
— Espera aí, — Lefou interrompeu a discussão. — Era enoque mesmo?
— Não exatamente. A maior parte do texto está em enoque, mas tem algumas palavras que só fazem sentido em egipcio ou inca.
— E você anotou?
— Sim, mas não faz sentido. Vamos deixar nosso criptógrafo cuidar disso. — Respondeu e entregou um papel para Carlos. No papel lia-se:
“BAre ants never See the hills from Los xalan, Ómnium cuide qualo code qiao quero ceu daao ecoae o.”
— Hum, interessante. Na verdade, é relativamente simples. Me deem algum tempo e eu terei resolvido.
Foi a vez de Carlos se isolar no quarto de Mark enquanto este e Lefou jogavam videogame.
Meia hora depois, ele voltou a aparecer.
— Voilá! — Exclamou, entregando um papel para Lefou.
— Ó Branca Lua, revela o que o Amarelo Sol esconde e deixa que teus filhos adquiram o conhecimento? — Recitou Lefou, lendo o papel. Assim que terminou, eles notaram um brilho branco vindo do diário. Assim que ele abriu-o, encontrou uma outra passagem de texto, dessa vez em inglês.
“Olá. Meu nome é Matthew Blackwood e eu não duvido que você não tenha ouvido falar de mim. O fato é que esse diário é a chave para a contenção e a possível destruição de um mal horrível. Se bem que não sei se posso chamá-lo de mal, pois um ser tão diferente como aquilo não se encaixa em uma definição de bem ou mal. Mas nós mesmos não podemos nos encaixar em uma moral preto-e-branco como “bem ou mal”.
Mas divaguei demais no primeiro parágrafo. Embora essa página seja só uma introdução, é melhor que seja tudo feito rápido, não tenho tempo para divagações afinal de contas!
Há algum tempo atrás, enfrentei um ser cujo nome destruiria a sanidade de quem o lesse, por issno não o colocarei aqui. Esse mal foi aprisionado e minha família (provavelmente) o guarda a gerações. Esse diário contém as informações de como libertá-lo, aprisioná-lo ou destruí-lo. Embora as chances desse último acontecer sejam muito remotas.
Mas para impedir que essas informações, principalmente a de como libertá-lo, caiam em mãos erradas, eu enchi esse diário de enigmas, os quais apenas os perseverantes e bravos poderão desvendar. Cada enigma revelará uma pista e cada pista o levará a uma localidade diferente do mundo, onde você encontrará ingredientes para o ritual de libertação, aprisionamento e destruição do ser supracitado.
Alguns podem me criticar por incluir enigmas nesse livro, sendo que seria muito mais fácil apenas não colocar como libertá-lo. Mas o fato é que por mais que eu odeie admitir, esse maldito desgraçado pode ser útil. E, além disso, libertá-lo é o único meio para destruí-lo definitivamente ou pelo menos bani-lo por um longo tempo.
Você já desvendou o primeiro enigma (Ou seriam os primeiros?), congratulo-o por isso. E por isso lhe darei uma pista de onde encontrar o primeiro ingrediente para o ritual de invocação e do de banimento (O de destruição é só um ingrediente, para falar a verdade, e eu só o revelarei quando souber que você realmente é quem eu procuro.). Aliás, eu menti. O ingrediente para o ritual de invocação é o segundo, o primeiro você (provavelmente) já tem.
Muitos me criticariam por não dizer de uma vez como bani-lo ou destruí-lo, já que isso seria infinitamente mais fácil e barato do que viajar pelo mundo em busca de ingredientes. Mas o motivo para isso é bom: o ritual de banimento custará muito àquele que o realizar e o ritual de destruição custará muito à toda a humanidade. Então eu preciso descobrir se você está pronto para arcar com as consequências de seus atos e se é realmente perseverante para aguentá-las. Esse foi o melhor jeito de testá-lo que encontrei. Peço desculpas se houver um melhor.
Agora, sem mais enrolação, vamos às pistas:
Quanto ao ingrediente para o ritual de invocação: “Sou a planta que mata lobos, posso viver tanto na Inglaterra, quanto em Espanha e Portugal. Sou azul e posso curar. Mas cuidado, um erro e irei matá-lo!”
Quanto ao ingrediente para o ritual de banimento: “Escondida debaixo dos gigantes sem corpo estou. Antes de Colombo e do Povo do Fim já me usavam, sou a pedra do Styx, o aço da Morte, sempre precisa e sempre letal”
É isso. Boa sorte na nossa pequena caça ao tesouro.
Ah sim, já ia me esquecendo. Assim que encontrar os ingredientes que necessita, encoste-os no diário, assim como encostou a chama branca. Aparecerá um encantamento codificado. Decifre-o e recite o encantamento, assim prosseguirá a caça.
Matthew Blackwood”
— Tsc, esse enigma chega a ser fácil demais. — Falou Lefou.
— Do que você está falando? — Perguntou Mark. Lefou mostrou a ele o que estava escrito na nova página e depois mostrou a Carlos.
— Explica aí pra gente porque eu não entendi bosta nenhuma. — Carlos disse e Mark concordou.
— É bem simples, na verdade…
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